Nas próximas semanas estará sendo publicada uma tradução de um material inglês para guitarristas que estejam em busca de aprimorar as suas técnicas, seja para tocar com mais precisão, ou mais velocidade, ou os dois. O material foi apenas escrito, não há áudio original para ele, portanto, a equipe do blog estará postando áudios para os exercícios de sua própria autoria. São 75 exercícios ao todo, a primeira postagem traz 17 deles.
“Poucos instrumentos possuem um leque tão abrangente de possibilidades de técnicas como a guitarra. Não importa se é a palhetada padrão, palheta híbrida, dedilhado, batida, tapping, slide, ou qualquer outra maneira que você pensar pra tirar um som das cordas- as possibilidades para a criatividade são limitadas apenas pela imaginação de quem as toca. Se você é alguém como eu, ouvir uma sessão de shredding nunca cansa. Se um dia você assistiu a um músico realmente muito bom tocando riffs matadores a velocidades altíssimas e se sentiu como se estivesse disposto a andar no fogo para adquirir aquela habilidade, esse guia é para você.
As próximas páginas são uma coleção dos melhores exercícios que eu encontrei nesses vinte anos de música. Eles abrangem dos mais fáceis aos até desencorajadores de tão difíceis. Ele é direcionado para todos os níveis de músicos. Para o iniciante, ele é realmente um guia progressivo de estudo, aumentando o nível de dificuldade a cada exercício. Para um músico mais avançado eles serviram como uma forma de expandir o seu acervo técnico. Independente do seu nível, esses exercícios servem para te desafiar e aprimorar as suas técnicas.
Como em qualquer programa de estudo, a chave é a disciplina. Como você sem dúvida deve ter descoberta, não há atalhos na guitarra. Você tira dela exatamente o que você põe nela. Nesses exercícios não ocorre algo diferente. Lê-los não vai te fazer um melhor músico, nem tocá-los uma ou duas vezes. Eles precisam ser repetidos – mais vezes que você puder contar. Repetição é crucial.
Quando você treina algo como tocar guitarra você mostra ao seu corpo no que você quer que ele seja bom. No caso da guitarra você está literalmente fazendo caminhos para impulsos elétricos viajem mais efetivamente do seu cérebro para as suas mãos. É um processo longo. Ele é tão longo que a maioria das pessoas desmotivam e desistem da guitarra antes de apenas darem uma chance a si mesmas para concluir algo. Tenha certeza de que esse não é o seu caso.
Enquanto estiver praticando esses exercícios, não exagere. Como uma regra genérica, pare de tocar assim que você começar a acumular uma carga razoável de dor. Embora seja importante passar por cima daquele limite de dor, a fim de se desenvolver, após isso, vem o momento em que você deve na verdade parar de tocar, após a dor ter se tornado realmente intensa. Você descobrirá que conforme você avança, o seu limite de dor vai aumetar consideravelmente.
Muitos estudantes me perguntaram muitas vezes o quão rápido eles devem praticar exercícios de técnica, a resposta é simples – pratique-os o mais rápido que puder sem cometer erros. Se você além do ponto da perfeição, você não está fazendo nada além de ensinar ao seu sistema nervoso que não há nada de ruim em cometer erros. É importante que todas as notas sejam tocadas apropriadamente. Se você se perceber errando notas – diminua a velocidade.
Os exercícios no guia estão todos escritos no formato de tablatura. Por duas razões: a primeira é que essa é basicamente uma forma universal e acessível a aqueles que não podem ler partituras; a segunda é que a maioria desses exercícios envolvem notas que devem ser tocadas em uma área específica do braço da guitarra. A tablatura pode indicar a localização exata, pois uma nota musical escrita na partitura está aberta à intepretação (um ré pode ser tocado na casa sete da corda sol, ou na casa três da corda si, por exemplo.
Os diagramas de tablatura são desenhados de forma a lembrar da guitarra que você está segurando. Em outras palavras, a corda mais de cima da tablatura é a corda mizinha; a parte mais abaixo é a mizona. Cada diagrama de tablatura tem as cordas individualmente representadas, com as suas respectivas notas escritas à esquerda do diagrama. Todos os exercícios estão escritos na afinação padrão, E, A, D, G, B, e E, da mais grave para a mais aguda. Os números em cada corda correspondem para a casa do braço naquela corda em particular.
Em termos de digitação, as tablaturas utilizanm o conceito de uma casa por dedo. Isso dita basicamente que você estará tocando no alcance de quatro casas, e cada um dos seus quatro dedos estará correspondendo a uma casa. Isso está ilustrado abaixo, com os dedos escritos em vermelho.
D = pra baixo U = pra cima
1= indicador 2=dedo do meio 3=anelar 4=mindinho
Qualquer exercício que vá além do conceito de um dedo por casa terá a digitação correta escrita sobre a tablatura, de forma similar ao exemplo acima.
Muito dos exercícios tem um prefácio com instruções e comentários falando sobre como tocá-los, o que eles farão pela sua técnica, e qualquer outra informação pertinente. Algumas sem nenhuma instrução são feitos de uma maneira auto-explicativa, ou simplesmente uma continuação ou variação do(s) último(s) exercício(s).
Também é importante notar que esse guia não é o ”fim de todos” os exercícios de técnica. Sinta-se livre para expandir. Combine guias, altere-os, adicione a eles, faça qualquer coisa, mas é importante tocá-los por toda parte de braço, não importa onde a tablatura os mostra.
Finalmente, eu encorajaria você a perdiodicamente, senão rotineiramente, praticá-los com um metrônomo. Use tempos variados e se desafie a ir mais rápido. De forma a melhorar o ritmo, o metrônomo é um excelente dispositvo para marcar o seu progresso.
Há uma forma errada e uma forma certa para fazer tudo. Para aqueles que são músicos novos, é importante primeiro aprender a teoria por trás da palhetada alternada. Ela simplesmente dita que você palheta notas individuais e uma sequência abaixo-acima-abaixo. Isso te permite tocar notas muito mais rápido do que se você tocasse, por exemplo, todas as notas em palhetadas pra baixo; pois você teria que trazer de volta para cima a palheta para alcançar a próxima nota. Há outras formas de palhetar que não empregam um método estrito abaixo-acima-abaixo, e esses serão explicados mais tarde nesse guia. Até que nós alcancemos aquele ponto, particularmente se você é novo para a palhetada alternada, se concentre apenas no conceito de abaixo-acima-abaixo.
Os exercícios abaixo são uns dos mais básicos que você vai encontrar, mas é uma ótima forma de se praticar palhetada alternada. Ele é tocado da quinta casa na corda si. Mesmo se você é um músico mais avançado, esse ainda é um ótimo exercício. Nunca subestime o poder de praticar uma nota. Pratique em todas as cordas em várias áreas do braço.
Exercício 1
Exercício 2
Exercício 3
O exercício 4 é começo da transição entre duas cordas. Lembre-se de praticar esses exercícios por todo o braço, não apenas onde eles estão escritos.
Exercício 4
O exercício 5 é bem conhecido como o a ”sequência da caixa”. Qualquer uma das digitações das escalas pentatônicas são construídas sobre sequências de caixa.
Exercício 5
Os exercícios 6 e 7 são sequências de caixa com digitações diferentes. As sequências de palhetada ainda são as mesmas, mas incluindo esses exercícios na sua rotina de prática vai te fazer ter certeza de que você pode tocar igualmente de forma fluente com todos os seus dedos.
Exercício 6
Exercício 7
O exercício 8 vai além da sequências de quatro notas e incorpora uma nota adicional. Essa nota extra, a fim de transformar o exercício nas primeiras quatro notas da escala maior, vai também começar a desafiar a sua palhetada em termos de palhetada alternada. Esse é um dos primeiros exercícios que realmente me ajudaram a desenvolver velocidade e precisão. Lembre-se: palhetada alternada!
Exercício 8
Os exercícios 9, 10 e 11 são simplesmente contrapartes de três notas para os exercícios de duas notas por corda dos exercícios 5,6 e 7. De qualquer forma, é nesse ponto em que encorporamos um novo padrão de palhetada. Porque há um número de notas diferente na corda si, a terceira nota vai ser uma palhetada pra baixo. A quarta nota é na corda mizinha, e a sequência padrão baixo-cima-baixo vai ”chamar” uma palhetada pra cima. Mas de qualquer forma, uma palhetada pra cima iria envolver passar silenciosamente em volta da corda mizinha, e então palhetá-la – não é a forma mais eficiente e rápida de acertar aquela nota. Sendo assim, toque a quarta nota na corda mizinha com uma palhetada pra baixo. Isso significa que você vai tocar duas palhetadas pra baixo consecutivas. Essa forma de tocar com palhetadas múltiplas consecutivas pra baixo (ou palhetadas constantes para cima, se necessário) é chamada de sweep picking. Leva prática. Se aprender palhetada alternada não foi o suficiente, a boa técnica dita que agora você tem que treinar a sua mão para saber quando usar a palhetada alternada tanto quanto a palhetada sweep, e fazê-lo instantaneamente. Não se preocupe, você vai conseguir.
Além disso, note que após suas duas palhetadas consecutivas para baixo, você voltará para o padrão de palhetada alternada padrão. Isso não é problema desde que você perceba que quando você voltar para o começo do exercício para repeti-lo, você estará agora tocando a primeira nota (quinta casa da corda si) em uma palhetada pra cima, onde você originalmente começou com uma palhetada pra baixo. Isso quer dizer que todo o padrão foi modificado, incluindo a eliminação da necessidade de tocar com sweep picking as terceira e quarta notas. Isso vai te confundir por um tempo. Apenas continue tentando e você vai começar a desenvolver uma habilidade para tocar sem nem pensar nisso.
Exercício 9
Exercício 10
Exercício 11
Os próximos seis exercícios dão uma ideia um pouco mais elaborada da sweep picking. Sweep picking é usada essencialmente para tocar arpejos, que são notas de um acorde tocados individualmente. Praticar isso vai te ajudar a se tornar acostumado com essa técnica. A teoria geral por trás da sweep picking é que ela economiza movimentos, o que significa basicamente tocar o maior número de notas com o menor número de movimentos.
Exercício 12
Exercício 13
Este próximo exercício é apenas um arpejo de um acorde maior abrangendo duas oitavas.
Exercício 14
Este é um arpejo interessante retirado do modo Lidio, que é construído a partir da quarta nota da Escala Maior.
Exercício 15
O exercício 16 é um arpejo sobre um escala menor com sétima.
Exercício 16
O exercício 17 é um arpejo sobre uma escala maior com nona.
Exercício 17



